A última crise com corte agressivo de despesa pública, deflação de preços e salários

“A crise de 1920-21 nos Estados Unidos da América (EUA) começou por ser tão ou mais severa, em alguns dos seus indicadores, que a Grande Depressão iniciada no final de 1929: por exemplo, registou uma queda da produção industrial superior a 20% em 6 meses.

Devido a um conjunto de circunstâncias únicas a crise de 1920-21 não foi sujeita a nenhum tipo de intervencionismo ou estímulo – a despesa federal americana foi até reduzida agressivamente de 18.5 mil milhões (na terminologia americana, biliões) de dólares no ano fiscal de 1919 para 3.3 mil milhões de dólares no ano fiscal de 1922, e a deflação de preços no consumidor atingiu os 15,8% no ano seguinte ao pico no Índice de Preços no consumidor registado em Junho de 1920, quando a Reserva Federal Americana (FED) subiu a taxa de desconto para um valor, na altura, recorde de 7%.

A taxa de desemprego atingiu os 11,7% em 1921 mas desceu no ano seguinte para 6,7% e em 1923 era já de 2,3%!”

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A Grande Depressão foi… Grande

“Relembrando, as taxas de desemprego depois de uma média de 3.3% de 1923 a 1929 e começando em 1930 foram sucessivamente de 8.9%, 15.9%, 23.6%, 24.9%, 20.7%, 20.1%, 17.0%, 14.3%, 19.0%, 17.2% e 14.6% em 1940.

O que explicará as palavras de desalento do secretário do tesouro de Roosevelt, Henry Morgenthau, em Maio de 1939:

“Tentámos a despesa. Estamos a fazer mais despesa do que alguma vez já fizemos e não funciona… depois de 8 anos desta administração, temos tanto desemprego como quando começámos … e adicionámos uma enorme dívida”